Apagão

Brasil

Um apagão não mata por si só. O que mata é o que as pessoas fazem para não passar frio, para não passar calor ou para conservar os alimentos: sobretudo, usar mal um gerador. Aqui está a distância exata exigida pelo CDC, pela CPSC e pela FEMA, e por que essa regra não admite exceções.

Atualizado em 9 de setembro de 2026

Puerto Rico visto de noche desde satélite, casi a oscuras tras la caída de una central eléctrica.
Puerto Rico visto de noche desde satélite, casi a oscuras tras la caída de una central eléctrica.NASA Earth Observatory · Jesse Allen, con datos VIIRS de Suomi NPP · Dominio público

Antes da crise

  • Tenha lanternas, rádio a pilha e baterias carregadas de reserva, não só o celular.
  • Instale um alarme de monóxido de carbono a pilha: o CDC recomenda expressamente para qualquer casa que use gerador.
  • Tenha água engarrafada e alimentos que não precisem de refrigeração nem de cocção.
  • Se você depende de um aparelho médico elétrico, tenha um plano de reserva com antecedência, não quando a luz já tiver ido embora.
  • Se for comprar um gerador, decida agora onde vai instalá-lo: precisa ser um local externo a no mínimo 6 metros (20 pés) de portas e janelas.
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Durante a crise

  • Nunca use fogão ou forno a gás para aquecer a casa: o CDC proíbe isso de forma explícita.
  • Mantenha as portas da geladeira e do freezer fechadas pelo maior tempo possível.
  • Se estiver frio, use várias camadas soltas de roupa, gorro e luvas; procure atendimento médico imediatamente se a temperatura corporal cair abaixo de 35 °C (95 °F).
  • Se estiver calor, procure um local com ar-condicionado, fique na sombra, refresque a pele com água e evite atividade física intensa.
  • Nunca use uma churrasqueira a carvão ou a gás dentro de casa nem em uma garagem conectada: é o mesmo alerta conjunto da CPSC e da FEMA que se aplica aos geradores.

A comida sem eletricidade segue regras exatas. Segundo a FoodSafety.gov: a geladeira mantém os alimentos seguros por até 4 horas sem luz. O freezer cheio aguenta cerca de 48 horas com a porta fechada; com metade da capacidade, cerca de 24 horas.

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Depois da crise

  • Descarte qualquer alimento refrigerado que tenha passado mais de 4 horas sem refrigeração, e qualquer alimento congelado que tenha descongelado completamente e voltado à temperatura ambiente.
  • Nunca prove a comida para decidir se ela está segura: na dúvida, descarte.
  • Revise o gerador, reabasteça-o e guarde-o corretamente antes da próxima emergência.
  • Se você teve sintomas de dor de cabeça, tontura ou confusão durante o uso do gerador, procure atendimento médico: podem ser sinais iniciais de intoxicação por monóxido de carbono.
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Plano familiar

O plano familiar para apagão segue o mesmo formato das demais guias, com dois acordos específicos: quem liga e desliga o gerador, e exatamente onde ele fica. Não deixe essa decisão para a hora do corte de energia: marque o local no chão ou no quintal com antecedência.

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Alimentação e água

Como armazenar a água para que sirva quando você precisar
O CDC pede recipientes de grau alimentício aprovados, com tampa que feche bem, de material rígido e inquebrável —nunca vidro— e com boca estreita para facilitar o despejo. Aviso expresso: não use embalagens que já contiveram produtos químicos tóxicos, como cloro ou pesticidas. E o que quase todo mundo esquece: a água guardada é trocada a cada 6 meses. Para desinfetar o recipiente antes de enchê-lo, use uma colher de chá de cloro doméstico sem perfume em um litro de água, espere 30 segundos e esvazie.
Que comida ter guardada
A Ready.gov recomenda vários dias de alimentos não perecíveis e dá a lista concreta: carnes, frutas e verduras enlatadas prontas para comer —e um abridor de latas—, barras de proteína ou de fruta, cereal seco ou granola, pasta de amendoim, fruta seca, sucos enlatados e leite pasteurizado de longa vida. A regra ao montar essa reserva é simples: comida que sua família realmente coma, que não precise de cozimento e que você possa revezar antes que vença.
  • Mantenha geladeira e freezer fechados: cada abertura desperdiça horas da reserva de frio.
  • Jogue fora todo alimento que tenha tocado água de enchente, mesmo que a embalagem pareça intacta. É instrução expressa da Ready.gov.
  • Tenha um abridor de latas manual. É o objeto mais esquecido e o que deixa a despensa inutilizável.
  • Se comprar água engarrafada, guarde-a lacrada em sua embalagem original, em um lugar fresco e escuro.
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Energia e comunicações

Quando a rede de celular satura: mande mensagem, não ligue
O guia conjunto da FCC e da FEMA explica o motivo: "as mensagens de texto podem passar quando sua ligação não consegue", ainda que haja atraso na entrega se a rede estiver congestionada. E pede algo que quase ninguém faz: "limite as ligações que não sejam de emergência", porque cada ligação ocupa espaço que as comunicações de socorro precisam. Guarde também um contato com o nome "ICE" (In Case of Emergency), que é a convenção que a equipe de resgate procura em um celular alheio.
Como fazer a bateria render mais
O mesmo guia recomenda diminuir o brilho da tela e desativar aplicativos para preservar a carga. Em uma emergência, o telefone deixa de ser entretenimento e passa a ser sua única linha com o mundo exterior: trate-o como trata a água.
O rádio a pilha continua insubstituível
A FCC e a FEMA recomendam um rádio a pilha ou uma televisão portátil para acompanhar os boletins de emergência durante os apagões. É o único canal que não depende nem da sua eletricidade nem da rede de celular.
Os alertas que você já tem e não sabia
Nos Estados Unidos, os Wireless Emergency Alerts são mensagens gratuitas que chegam direto ao celular em caso de clima severo, alertas AMBER e ameaças à segurança da sua região. Duas coisas que vale a pena saber: não é preciso se inscrever —funcionam nos telefones desde 2012— e não são afetados pelo congestionamento da rede, então chegam quando as ligações já não passam mais. Descubra qual é o sistema equivalente no seu país e não o silencie.
  • Tenha pelo menos uma fonte de luz que não dependa da rede elétrica: lanterna a pilha, de manivela ou luminária recarregável.
  • Carregue celulares e baterias reserva antes de o evento anunciado chegar, não quando a luz já tiver acabado.
  • Guarde uma lista de telefones importantes em papel: se o celular morrer, seus contatos morrem junto.
  • Combine com sua família que, depois de uma emergência, todos mandam mensagem para um mesmo contato em vez de se ligarem uns para os outros.
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Saúde e necessidades especiais

Esta é a seção que decide quem passa mal e quem passa perigosamente mal. Uma emergência não suspende o diabetes, a hipertensão, a gravidez nem a dependência de um concentrador de oxigênio: o que se interrompe é o acesso à farmácia, à clínica e à eletricidade. Tudo o que vem a seguir se prepara antes, porque durante já não há margem.

  1. Tenha uma reserva dos seus remédios, e saiba quais aguentam. A Ready.gov pede um suprimento de vários dias dos medicamentos prescritos. Para os que precisam de refrigeração, o CDC é taxativo: quando a luz fica um dia ou mais sem voltar, descarta-se todo medicamento que precise ser refrigerado, a menos que o rótulo diga outra coisa.
  2. A exceção da insulina, que vale a pena saber ao pé da letra. A FDA documenta que a insulina em frascos ou cartuchos do fabricante —aberta ou fechada— pode ficar sem refrigeração entre 15 e 30 °C (59 e 86 °F) por até 28 dias e continuar funcionando. Ela perde efetividade em temperaturas extremas, e quanto mais longa a exposição, menos serve. Em emergência "você ainda pode precisar usar insulina que foi armazenada acima de 30 °C" —é preferível a não usá-la—, mas assim que o armazenamento adequado for restabelecido, esses frascos devem ser descartados e substituídos.
  3. Se alguém depende de um equipamento médico elétrico, há um trâmite que quase ninguém faz. A Ready.gov diz isso explicitamente: você pode pedir à sua companhia de energia que te inclua em uma lista de prioridade para o restabelecimento do serviço. Esse trâmite é gratuito, pode ser feito em qualquer dia e muda a ordem em que você é reconectado. Tenha uma bateria adicional para a cadeira de rodas elétrica e para qualquer dispositivo de assistência, e converse com o médico sobre como manter o equipamento funcionando durante um apagão.
  4. Guarde uma cópia das informações médicas, não só os remédios. Lista de medicamentos com doses, alergias, diagnósticos, contatos dos médicos e —para bebês— a carteira de vacinação. Nem sempre é possível repor um frasco sem receita em uma farmácia de outra cidade; uma lista escrita resolve.
Gravidez e recém-nascidos
O CDC pede no kit as vitaminas pré-natais e demais medicamentos, e suprimentos para o caso de o parto acontecer sem conseguir chegar ao hospital: toalhas limpas, tesoura afiada limpa, aspirador nasal, luvas, dois cadarços brancos limpos para amarrar o cordão, lençóis limpos, absorventes, sabão ou álcool e sacos de lixo. Para bebês: fraldas, lenços umedecidos, pomada, mamadeiras e fórmula. Um detalhe que importa: a fórmula pronta para consumo é a opção mais segura em emergência, porque não precisa ser misturada com água e vem em embalagens estéreis de uso único.
Deficiência, mobilidade reduzida e idosos
A Ready.gov insiste em planejar com antecedência o transporte acessível que será necessário para evacuar ou se deslocar, e em incluir o animal de serviço ou de apoio, com sua comida, água e suprimentos. Esse plano deve ser combinado com vizinhos concretos, com nome, e não de forma abstrata.
O golpe que chega depois: a saúde mental
O CDC nomeia as reações normais após um desastre —medo, raiva, tristeza, preocupação, dormência, frustração, problemas para dormir ou pesadelos— e recomenda cuidar do corpo, manter contato com outras pessoas e fazer pausas nas notícias. Nos Estados Unidos e seus territórios existe a Linha de Ajuda para Afetados por Desastres, disponível 24 horas: 1-800-985-5990, com atendimento em espanhol. Pedir ajuda aqui não é fraqueza: é parte da recuperação, assim como consertar o telhado.
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Moradia e pertences

  1. Antes de voltar a entrar: olhe, cheire e escute de fora. O CDC determina assim: se você sentir cheiro de gás ou suspeitar de um vazamento, feche o registro principal, abra todas as janelas e saia imediatamente. Se houver água parada dentro de casa e você puder cortar a energia a partir de um lugar seco, corte. E um aviso simples que evita explosões e incêndios: use lanternas a pilha, nunca velas, lampiões a gás ou tochas.
  2. Ventile antes de se instalar. A recomendação do CDC é entrar rapidamente para abrir portas e janelas e deixar a casa ventilar por pelo menos 30 minutos antes de permanecer dentro dela.
  3. Cortar os serviços: quando sim, e o erro que não se pode cometer. O gás tem uma regra sem exceções: se você o fechar por qualquer motivo, somente um profissional qualificado pode voltar a abri-lo. Nunca o reabra você mesmo. A eletricidade se corta desligando primeiro os circuitos individuais e por último o disjuntor principal —a ordem importa, porque uma faísca elétrica pode incendiar gás se houver vazamento—. Convém fechar a água se os canos puderem ter rachado, porque isso contamina o abastecimento da casa, e não reabri-la até que a autoridade confirme que é potável.
  4. Volte só quando for autorizado. Parece óbvio e é a instrução mais desrespeitada: volte para casa somente quando as autoridades disserem que é seguro. O dano estrutural nem sempre é visível da rua.
  • Faça hoje um inventário com fotos do que há em cada cômodo: leva vinte minutos e vale ouro em um sinistro.
  • Guarde esse inventário e as apólices fora de casa —na nuvem ou com um familiar—, porque um arquivo que se molha junto com a casa não serve para nada.
  • Se precisar sair, leve com você os documentos, não os móveis.
  • Não assine nada com um prestador de serviço enquanto estiver em choque: consulte a seção de dinheiro, onde estão os sinais de fraude.
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Dinheiro e renda

Os documentos que você precisa proteger hoje
A recomendação oficial é guardar apólices de seguro, escrituras, registros de propriedade e demais papéis importantes em um lugar seguro fora de casa. Para isso, a FEMA publica o Emergency Financial First Aid Kit, organizado em quatro blocos: identificação do domicílio, documentação financeira e legal, informações médicas e contatos. Sua regra para o papel: caixa ou cofre à prova de fogo e água, caixa de segurança bancária, ou nas mãos de alguém de confiança. Para o digital: arquivos protegidos por senha em uma memória externa ou em armazenamento seguro fora de casa. E se você paga tudo online, imprima periodicamente os extratos das suas contas.
Um fundo de emergência, mesmo que pequeno
O CFPB evita fórmulas mágicas: "a quantia que você precisa depende da sua situação", mas "mesmo uma quantia pequena pode dar alguma segurança financeira". O argumento de fundo é o que importa: sem essa reserva, um gasto imprevisto único pode crescer muito mais que a fatura original por causa de juros e taxas, porque obriga a recorrer ao crédito.
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Oportunidades econômicas

Adaptação e renda
Tempo para começar: Dias

Venda de comida pronta em domicílio

Quando muitas famílias ficam sem cozinha, sem gás ou sem tempo, a comida pronta e barata vira um serviço básico do bairro.

Investimento estimado: USD 20–300 Dificuldade: baja De casa
Tempo para começar: Dias

Recados e entregas em domicílio

Pessoas idosas, doentes ou sem transporte precisam de alguém que leve remédios, mantimentos e água. Cobra-se por viagem ou por tempo.

Investimento estimado: USD 0–150 Dificuldade: baja Precisa de veículo
Tempo para começar: Semanas

Conserto de eletrodomésticos

Quando repor custa demais ou falta estoque, consertar a geladeira, o ventilador ou a máquina volta a fazer sentido.

Investimento estimado: USD 50–500 Dificuldade: media De casa Precisa de ferramentas
Tempo para começar: Dias

Vedação e isolamento térmico da casa

Vedar frestas de portas e janelas, colocar borrachas e isolar tetos mantém o calor e reduz o gasto com aquecimento.

Investimento estimado: USD 30–400 Dificuldade: baja Precisa de ferramentas
Tempo para começar: Dias

Venda de lâmpadas recarregáveis, pilhas e baterias portáteis

Quando falta luz por dias, o que acaba primeiro são lanternas, pilhas e baterias para o telefone. Revenda local com margem pequena e giro rápido.

Investimento estimado: USD 50–600 Dificuldade: baja De casa

As oportunidades são possibilidades, não garantias. O resultado depende da localização, da procura, da concorrência, do capital, das habilidades e das circunstâncias de cada pessoa.

Filtre as possibilidades de renda segundo a sua situação. Os resultados são pontos de partida para pesquisar na sua região, não recomendações personalizadas. O que posso fazer?

O que se pode vender

Adaptação e renda

Um apagão concentra a demanda em poucas horas e em coisas bem concretas: luz, carga, frio e comida quente. Quem tem uma dessas quatro coisas funcionando tem clientela imediata.

  • Gelo, que é o primeiro a acabar e o que salva a geladeira cheia de comida.
  • Carregamento de celulares e baterias onde ainda há eletricidade ou um backup.
  • Lâmpadas recarregáveis, lanternas e pilhas.
  • Comida quente para quem cozinha na eletricidade e ficou sem ela.
  • Detectores de monóxido de carbono e orientação sobre o uso seguro de geradores.
  • Aluguel e instalação de geradores de emergência para comércios que não podem fechar.
  • Transporte e guarda de alimentos congelados para câmaras que continuem operando.
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Negócios e autoemprego

Adaptação e renda

Vale partir de um dado para dimensionar do que estamos falando: segundo a OIT, a informalidade afeta quase metade da população ocupada da América Latina e do Caribe, cerca de 47%, com diferenças enormes entre países —menos de 30% no Uruguai e no Chile, mais de 70% na Bolívia e no Peru—. Para milhões de famílias da região, "procurar emprego" e "montar algo por conta própria" são a mesma frase. O que vem a seguir não é uma promessa de renda: é o mapa do que as pessoas efetivamente fazem quando passam por uma crise, com seus requisitos e riscos à vista.

Estação de carga e luz
Com uma bateria de backup ou um pequeno sistema solar, um filtro de tomadas e um espaço visível, monta-se um ponto de carga pelo qual as pessoas pagam sem pestanejar. Funciona ainda melhor combinado com algo que você já tenha —uma loja, uma barraca de comida— porque o cliente que carrega o celular fica um tempo e consome.
Gelo e cadeia do frio
O gelo é o produto de maior demanda e menor duração. Se você tem como produzi-lo ou trazê-lo de uma zona com luz, tem negócio; se além disso oferece guarda temporária de congelados para restaurantes e famílias, tem um serviço que mais ninguém está oferecendo. Cuide do preço: é exatamente o tipo de produto vigiado pelas leis contra preços abusivos.
Aluguel e manutenção de geradores de emergência
O mercado real são os comércios que perdem dinheiro a cada hora fechados: farmácias, papelarias, consultórios, lojas de conveniência. É um negócio de investimento alto e de responsabilidade alta: a instalação conectada ao quadro elétrico exige pessoal certificado e uma chave de transferência, porque um gerador mal conectado pode eletrocutar o pessoal que conserta a linha na rua.
Estados Unidos — empréstimos por desastre da SBA
Para áreas com declaração de desastre. O empréstimo por dano econômico (EIDL) é capital de giro para pequenos negócios e organizações sem fins lucrativos afetados; o de dano físico cobre perdas não cobertas pelo seguro. Teto combinado de 2 milhões de dólares, juros que não excedem 4% se você não conseguir crédito em outro lugar, prazo de até 30 anos e primeira parcela adiada em 12 meses. Também há linha para proprietários de imóvel residencial (até 500.000) e locatários por bens pessoais (até 100.000).
México — o que existe hoje, com honestidade
O FONDEN deixou de assumir compromissos em 1º de janeiro de 2021. O que opera hoje diante de emergências é o PAEAN, da Proteção Civil, e vale saber o que é e o que não é: entrega insumos de socorro —cestas básicas, água, cobertores, telhas, material de limpeza— quando a capacidade do estado é ultrapassada. Não é um fundo de reconstrução nem um crédito para o seu negócio. Para capital, será preciso buscar programas estaduais, municipais ou bancos de desenvolvimento, sempre verificando no site oficial: em torno desses programas circulam fraudes que usam seu nome.
Brasil — Pronampe para micro e pequena empresa
Linha de crédito para microempresas (faturamento anual até 360.000 reais) e pequenas empresas (de 360.000 a 4,8 milhões). O valor chega a até 60% do faturamento bruto do ano anterior para empresas com mais de um ano de operação, e até 50% para as novas. A taxa máxima é a SELIC mais até 6% ao ano.
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Produtos e ferramentas

Produtos e ferramentas que podem ser úteis

Seleção orientativa para complementar a informação desta página. Não é uma loja nem uma recomendação de compra obrigatória.

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Manuais e tutoriais

PDF · manual

Manual do que fazer: Apagão

Guia completo em PDF para imprimir ou levar no telefone, com as medidas oficiais antes, durante e depois, e as fontes citadas.

Checklists e planilhas

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Histórias de recuperação

Casos reais, publicados e verificáveis: cada um traz o link da fonte onde foi documentado. Aqui não há depoimentos inventados.

Adjuntas, Porto Rico — a cidade que não apagou

Durante o furacão Fiona, com 1,3 milhão de clientes sem luz, seguiram energizados o prédio da Casa Pueblo, a casa de um morador acamado e a de um idoso que depende de eletricidade, todos com solar e bateria. O corpo de bombeiros de Guánica, com 52 painéis e quatro baterias, atendeu quatro chamados de emergência durante a tempestade. Depois, uma microrrede comunitária conectou 14 negócios e dois prédios de apartamentos —pizzaria, padaria, farmácia, loja de ferragens— em uma cidade onde algumas casas ficaram um mês sem luz.

O que aprender com isso: A prioridade não é ter luz em toda a casa: é ter energia garantida onde há alguém que depende de um equipamento médico. E uma microrrede de bairro protege o comércio que sustenta a cidade.

Canary Media · Maria Gallucci · 2022-09-19 · La energía solar es un salvavidas en medio del huracán Fiona en Puerto Rico

Uma rede de supermercados no apagão da Espanha de 2025 — o protocolo importa mais que o gerador

Durante o apagão de 28 de abril de 2025, a rede continuou operando com as persianas levantadas, os caixas e a máquina de cartão funcionando, porque todas as suas lojas têm gerador próprio. Mas o decisivo foi o plano de consumo mínimo: dispensaram as esteiras automáticas, baixaram as luzes ao mínimo, desligaram as geladeiras individuais e concentraram a refrigeração nas câmaras grandes.

O que aprender com isso: Ter gerador não basta: é preciso decidir de antemão o que se desliga, onde se concentra o frio e como se cobra se a rede cai. Esse protocolo escrito é o que salva a venda.

Xataka · 2025-04-29 · Casi toda España se sumergía en el caos: un lugar seguía funcionando con normalidad

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Nordeste dos EUA e Canadá, 14 de agosto de 2003
Afetou 50 milhões de pessoas e 61.800 megawatts de carga em Ohio, Michigan, Pensilvânia, Nova York, Vermont, Massachusetts, Connecticut, Nova Jersey e Ontário. A energia levou até 4 dias para ser restabelecida em partes dos Estados Unidos, e mais de uma semana em Ontário, com cortes de rodízio. O custo é estimado entre 4 bilhões e 10 bilhões de dólares. A lição oficial: o relatório final atribuiu a origem à falta de poda de árvores perto de linhas de alta tensão e a uma falta de percepção situacional do operador. A NERC recomendou normas de confiabilidade elétrica obrigatórias e sujeitas a sanção, que até então eram voluntárias.
Apagão nacional do México, 28 de dezembro de 2020
Às 14h20, a falha em uma linha de 400.000 volts entre Güemes e Lajas se propagou em menos de um minuto. Segundo números da CFE citados no Senado mexicano, 10,3 milhões de usuários ficaram sem energia, o maior apagão do país desde 1981. A lição: uma única falha em um ponto do sistema interligado pode se propagar em segundos para todo um país, o que levou à exigência de uma investigação independente sobre a resiliência da rede nacional.

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